sábado, 9 de agosto de 2008

Treinos da semana

Essa semana está sendo bem produtiva. Corri na segunda 8 km a 5'20'' na pista de Barueri. Lá é gostoso pois é plano e cada volta tem 3 km. Voltei lá na terça, tinha chovido bastante, estava meio frio mas completei os mesmos 8 km a 4'55'' por km. Na quarta fui a academia, e na quinta fiz um fartlek de 45' ( 3' fraco - 2' forte ) logo cedo. Na sexta fui a academia novamente. Hoje acho que não vou fazer nada pois amanhã vou correr os 9 km do Centro Histórico. Eu sei que não é prova pra tempo devido ao percurso e a grande quantidade de corredors mas também não quero só passear. Qualquer coisa num ritmo abaixo de 4'45'' está bom.
Um abraço
Luis Augusto

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Assim não tem graça.........

Retirei do site da UOl :
Cientistas descobrem medicamentos que emagrecem e aumentam resistência


Segundo os cientistas os remédios contribuem para que as células musculares aumentem seu rendimento
Orlando Lizama Washington, 1 ago (EFE) - O sonho daqueles que desejam perder peso sem fazer esforço e dos que pretendem aumentar a resistência física num piscar de olhos se tornará realidade graças a duas recentes descobertas médicas.Nada de dietas, olhares lânguidos e sem esperanças para uma deliciosa refeição, nem exercícios, suor ou dores musculares.A solução está em dois remédios que, segundo descoberta recente, mantêm esbeltos e transformam o usuário em atletas incansáveis... ratos de laboratório, por enquanto.São os medicamentos GW1516, que não está à venda comercialmente, e outro só identificado como AICAR.Em experiências feitas com roedores, os cientistas do Instituto Médico Howard Hughes e do Instituto Salk para Estudos Biológicos indicaram que as duas substâncias desencadeiam muitos dos efeitos fisiológicos de exercícios e aumentam a resistência, assim como a capacidade do corpo de queimar gorduras.Em um relatório sobre o estudo divulgado hoje pela revista "Cell", os pesquisadores declaram que o potencial dos remédios vai muito além do combate à obesidade e ao cansaço.Também poderiam ajudar pessoas com incapacidades e que sofrem de transtornos metabólicos ou distrofia muscular e no tratamento de doenças musculares, em pacientes que por problemas físicos não podem fazer exercícios.Em trabalhos anteriores com ratos geneticamente manipulados, os cientistas já tinham determinado que um gene identificado como PPAR delta era ativado e transformava os animais em verdadeiros corredores de maratona.Além disso, não aumentavam o peso mesmo quando faziam uma dieta que gerava uma obesidade relâmpago em ratos normais.Ao se referir a GW1516, administrado a ratos sedentários durante quatro semanas, Vihang Narkar, pesquisador do Instituto Salk, revelou que os resultados foram misteriosos e surpreendentes."Conseguimos os benefícios de reduzir os ácidos graxos e os níveis de glicose, mas não houve absolutamente nenhum efeito no rendimento físico", apontou.Então, os ratos foram submetidos à realização regular de exercícios nos quais cada um tinha que correr em uma faixa sem fim durante pelo menos 50 minutos.Foi então que o mesmo remédio, que não tinha tido resultados nos roedores sedentários, melhorou a resistência em 77% e a fibra muscular em 38% dos mais ativos.Os ratos foram submetidos depois a uma prova similar, mas com o remédio AICAR. Neste caso, após quatro semanas e sem treino prévio, os ratos aumentaram a resistência em 44% em comparação com roedores não treinados."Após quatro semanas, os ratos estavam como se sempre houvessem feito exercícios. Correram mais tempo e uma maior distância do que outros animais mais preparados", acrescentou Ronald Evans, pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes, que liderou o estudo.Segundo os cientistas, em ambos os casos os remédios desencadeiam uma série de mudanças que contribuem para que as células musculares aumentem seu rendimento e melhorem a capacidade do corpo de queimar gorduras.Neste momento, em que os Jogos Olímpicos de Pequim estão para começar, a idéia de usar remédios que contenham uma dessas substâncias, ou as duas, poderia ser muito atraente.Mas Evans adverte aos que pensam em transgredir as normas olímpicas de que é melhor que não o façam. Ele afirmou que já desenvolveu um teste que pode detectar facilmente a presença de GW1516 e AICAR tanto no sangue quanto na urina.Além disso, já está em contato com a Associação Mundial Antidoping para aplicar o teste nas Olimpíadas.

sábado, 26 de julho de 2008

Treinos da semana

Voltando aos treinos depois de uma semana sem fazer nada, fui na academia segunda, quarta e sexta e corri terça , quinta e sábado. Nada muito exigente, treinos de 50' na academia e 8 km nos três dias de corrida num confortável ritmo de 5'30'' por km.
Um abraço
Luis Augusto

sábado, 19 de julho de 2008

Fotos


Semana de férias

Essa semana que está terminando aproveitei para descansar um pouco dos treinos. Nada de academia e nada de corrida. Pretendo voltar na próxima segunda ao ritmo que estava. Em termos de treino uma semana não me compromete em nada e alivia um pouco o corpo. Até porque não estou com nenhuma "prova alvo" que justifique um treino mais intenso . Estava pensando am fazer algo diferente no segundo semestre mas por enquanto nada me veio a mente. Pensei em maratona, em duatlhon, ou um revezamento um pouco mais longo. Vamos ver, na verdade estou querendo algo diferente mas também nada que eu tenha que sofrer muito na preparação. Se for maratona é para completar em torno de 4 horas, sem neura de tempo. Talvez alguma prova de bike, agora em setembro tem o Desafio da Mantiqueira que é lindo, cansativo mas muito legal. No mais é esperar pela chuva também, o que vai facilitar a respiração de todos nós e nos dar um pouco mais de fôlego para enfrentar tantas provas que virão nesse segundo semestre.



Um abraço


Luís Augusto

sábado, 12 de julho de 2008

Correr para ser mais feliz


Era esse aqui que eu estava procurando...... Lí na revista O2 e retirei do site da Race.


Corra para toda a vida


Todos nós que praticamos a corrida sabemos dos inúmeros benefícios que essa atividade física traz para a nossa saúde. Entretanto, não é só isso que ganhamos quando incorporamos a corrida no nosso dia-a-dia. Além dos benefícios físicos, a corrida contribui, e muito, para o nosso bem estar psicológico.Quantas vezes o nosso mundo parece “cinzento” e se transforma completamente após percorremos alguns quilômetros? O bem estar psicológico está relacionado à sensação que temos após correr, que nos dá disposição para enfrentar nossa maratona de atividades diárias.Algumas pessoas já ouviram falar em um fenômeno chamado de “clímax do corredor”, que é definido como uma euforia experimentada durante a corrida, na qual o corredor tem uma sensação aumentada de bem estar. Pesquisas evidenciam que o bem estar psicológico é resultado de uma interação entre mecanismos fisiológicos e psicológicos. Em relação às explicações fisiológicas, estão: o aumento do fluxo sanguíneo cerebral, aumento no consumo máximo de oxigênio e liberação de oxigênio para os tecidos cerebrais, redução na tensão muscular, entre outras.Em relação aos benefícios psicológicos é possível observar uma série de mudanças de comportamento na pessoa que pratica a corrida.Um dos maiores benefícios para o corredor é o aumento na sua autoconfiança. Sabemos que a confiança é produto do nosso sucesso, ou seja, as pessoas não nascem confiantes, elas aprendem e desenvolvem a autoconfiança em diversas situações de sua vida. Quando alguém começa a treinar e percebe uma melhora expressiva em seu rendimento, sente-se mais confiante. Esse sentimento de autoconfiança proporcionado pela corrida acaba se estendendo e beneficiando outros setores da sua vida, ou seja, essa pessoa começa a se sentir mais confiante, tanto na vida profissional como nos relacionamentos familiar, social e até mesmo afetivo. A corrida também transforma o nosso corpo, ou seja, o corredor que treina regularmente diminui o percentual de gordura e aumenta o tônus muscular. Essa transformação se reflete numa melhora de auto-imagem e trará diversas conseqüências positivas para a nossa vida. A melhora nas interações sociais também é um benefício que a corrida proporciona. Ou seja, através da corrida temos a oportunidade de conhecer e conviver com pessoas e assim fazer amigos. Em ocasiões de treinamentos e provas, os corredores se encontram, se conhecem e às vezes fazem amizades que podem durar por toda a vida.Muitos estudos mostram que a corrida, assim como outras atividades físicas, é fundamental no alívio de sintomas em casos de depressão, ansiedade e outros transtornos. Muitas vezes ela é receitada por médicos e psicoterapeutas para auxiliar no tratamento de alguns casos.Entretanto, para que esse bem estar proporcionado pela corrida possa ser experimentado pelo corredor é preciso que ela faça parte de sua vida. Às vezes, todos esses benefícios psicológicos trazidos pela corrida só aparecerão quando realmente ela se tornar parte de sua vida e for praticada com assiduidade. Para isso é importante que você tenha metas e objetivos definidos e se lembre de todas as mudanças positivas que a prática regular da corrida poderá trazer para a sua vida. Isso trará motivação para não faltar aos treinos e presistir. E nunca se esuqeça de corer para ser mais feliz ! ( Sâmia Hallage )


Um abraço

Luis Augusto

Sexo e corrida



Eu estava procurando um texto na internet e acabei encontrando esse aqui que nada tem com o que procurava mas eu gostei. Retirei do site da revista O2.




Hormônios do bem-estar que se espalham pelo corpo durante a corrida são os mesmos liberados na relação sexual

Por Nanna PrettoSexo e corrida é a combinação perfeita para o bem-estar no dia-a-dia. Ambos liberam endorfina e têm uma relação direta com o estado de humor da pessoa. O diagnóstico é do médico Alfonso Massaguer, ginecologista e obstetra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e especialista em reprodução humana pelo Instituto Universitário Dexeus de Barcelona.“Quem faz sexo pode ter um desempenho melhor na corrida, assim como quem corre pode melhorar a atividade sexual. Os dois caminhos farão bem para a alma e é isso que importa”, diz Massaguer.Ele explica que a endorfi na, estimulada pela corrida, é responsável pela sensação de bem-estar. Sentido-se bem e mais saudável, o indivíduo melhora a auto-estima, o que gera o aumento da libido. Ou seja, após fazer sexo, o treino tende a ser muito bom e o corredor estará mais relaxado. A recíproca também é verdadeira, explica Ronaldo Pamplona da Costa, médico psiquiatra e psicoterapeuta sexólogo. “O exercício movimenta o corpo e gera bem-estar. Com o corpo mais transado e mais energizado, o desejo sexual aumenta”.“O sexo melhora o humor, e o desempenho sexual alivia a tensão. O indivíduo fica mais feliz”, explica a psicóloga esportiva do Hospital do Coração de São Paulo (HCor) Roberta Lobato. A especialista ressalta que a auto-estima elevada ajuda, também, na diminuição da vergonha. “O corpo fica mais bonito, a pessoa sente-se melhor e, conseqüentemente, mais solta na cama”. A receita mágica vale para aquelas pessoas mais tímidas, que têm vergonha do parceiro ou da parceira. “Isso acontece, em geral, com as mulheres. Quando elas começam a correr e ficam com um corpo legal, ficam mais desinibidas”, diz a psicóloga Roberta.Foi o caso da enfermeira Adriana Romão, 36, mãe de dois filhos e casada há 11 anos, que sentiu a volta do prazer sexual após freqüentar os treinos de corrida. “Não é que eu não gostava de fazer sexo. Mas era uma sensação muito maior de obrigação do que de desejo sexual”, revela.A corrida veio por incentivo de uma amiga mais velha que começou a fazer atividade física para aliviar os sintomas da menopausa. “Em poucos meses, consegui emagrecer alguns quilos, minha pele ficou mais bronzeada – por conta dos treinos ao ar livre – e passei a me sentir mais à vontade para tirar a roupa e iniciar uma relação sexual”, diz Adriana. “Antes, eu esperava a iniciativa do meu marido”.Corpinho torneado“Correr não tira uma gota de feminilidade e sensualidade. Ao contrário, aproveitando os benefícios da corrida, elas podem tornarse mais sensuais”, afirma a psicóloga Roberta. “Além de melhorar o humor, o ânimo e o apetite em todos os sentidos, o exercício ainda proporciona um corpinho torneado, sem ser muito sarado, o que mantém a característica feminina e atrai o homem”.As mulheres, no entanto, sentem-se mais atraídas quando eles intensificam os exercícios dos músculos do quadríceps – e ganham “pernas de corredor” –, deixam o glúteo mais definido e os braços mais fortes, além de dar um fim na “barriguinha de chope” e nos “pneuzinhos”.“O homem terá mais força para segurá-la e mais força nas pernas. Isso, para a mulher, representa segurança e virilidade”, avalia Roberta.Comida para não secarExistem muitas mulheres que ficam psicologicamente abaladas com as mudanças que acontecem no corpo, principalmente, após um macrociclo de treinos pesados para uma maratona, por exemplo.“Algumas pacientes reclamam que emagreceram demais, outras também relatam que o seio murchou ou que o bumbum diminuiu. Tudo isso é falta de alimentação correta”, explica o ginecologista Massaguer. A falta de apetite sexual, segundo o médico, tem relação direta com a mudança do corpo. “Se o corpo não está legal, ela fica mais envergonhada e a libido diminui”.Para isso, o ideal é um bom acompanhamento nutricional para calibrar as quantidades de proteínas e carboidratos, evitando a perda de massa magra, ou seja, os músculos.Pessoas que praticam atividade física regular devem ter uma alimentação balanceada e diferenciada. E, pela natureza do gasto calórico, também precisam de mais proteínas que o recomendado normalmente, explica a nutricionista Patrícia Bertolucci, especializada em medicina do esporte pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).Para se libertar“Durante a educação, a mulher tende a ser mais reprimida sexualmente. Por mais moderno que o mundo possa parecer, ainda existe um grande tabu em relação à mulher que admite adorar sexo”, explica o sexólogo Costa. Uma mulher corredora aprende a se movimentar melhor, a usar o corpo e tem uma possibilidade maior de se liberar sexualmente. “Com um corpo mais trabalhado, a mulher terá mais vontade de ser vista e ser notada. Isso tende a despertar desejos e a torná-la mais solta sexualmente”, diz o terapeuta.Elas, saradas; eles, saudáveisEntre os homens, diz o sexólogo, a preocupação é maior com o corpo saudável do que com o corpo sarado. “A vaidade existe nos dois lados; entre homens e mulheres, eles e elas têm essa preocupação. Mas, em geral, elas priorizam a forma física, e eles, o bem-estar”, afirma Costa.Felizmente, uma coisa leva a outra. “Um corredor saudável, conseqüentemente, terá um corpo torneado, com músculos evidentes”, explica Roberta. “Dessa forma, eles passam a curtir um pouco mais o próprio corpo, rompendo aquele lugar comum de que homem não pode ter vaidade nem querer ser belo”, ressalta Costa. “A qualidade de vida a dois está diretamente ligada ao bem-estar físico. Correndo, o indivíduo se sente bem e, certamente, terá uma relação sexual melhor”, explica o psicanalista.
Um abraço
Luis Augusto

domingo, 6 de julho de 2008

Veloz, furioso e quebrado

Recebi o texto abaixo da Chris. Tenho muitas divergências do autor ( Marcos Caetano ) que as vezes, na minha opinião, escreve muita besteira em relação a corridas e corredores. Mas esse texto é legal. Isso não significa que eu concorde 100% com ele.




Veloz, furioso e quebrado


Felípedes João da Silva , maratonista high-tech que quanto mais rápido corre, mais pobre fica.



Felípedes João da Silva, maratonista high-tech, que quanto mais rápido corre mais pobre ficaMeu nome é Felípedes – uma tortuosa homenagem do meu pai ao primeiro herói da maratona –, tenho 34 anos e meu melhor tempo para os 10 quilômetros é 39 minutos e 27 segundos. Uma pessoa pode se apresentar de diferentes formas, mas só há uma que realmente conta: o tempo para os 10 quilômetros. A humanidade se divide em corredores, que completam a distância em menos de quarenta minutos; nos esforçados, que terminam o percurso abaixo de cinqüenta minutos; e nos invertebrados, que gastam mais de cinqüenta minutos num percurso tão banal. A distância de 10 quilômetros, assim como a meia maratona, só serve como treino. A meia maratona é uma invenção dos fracos, inverossímil como uma meia gravidez. As distâncias de 10, 20 e 30 quilômetros são treinos fracionados, que funcionam apenas como preparação para a única prova de verdade: os 42 195 metros da maratona. Não tenho o menor respeito por alguém que passou pela vida sem completar uma maratona. E respeito bem pouco quem o fez em mais de três horas. Apesar do bom salário de gerente de informática de uma multinacional, estou financeiramente quebrado. Limite estourado no cheque especial e no cartão de crédito, dois empréstimos em diferentes financeiras, 1 500 reais que peguei com o cunhado há mais de dois anos e outros 500 mangos que devo ao agiota do parque do Ibirapuera, sem falar na conta vencida da academia: tal é o tamanho do meu déficit. Sempre fui um sujeito econômico e hoje não gasto dinheiro com nada que não envolva corrida. Mas a corrida é justamente a raiz do meu padecimento. Quando comecei a dar meus primeiros trotes, imaginava haver escolhido um esporte simples, que poderia praticar de graça em qualquer lugar do mundo. Estava enganado. Para correr, pensava eu, basta ter pernas. Vá lá: pernas e um par de tênis – algo que a maioria dos quenianos dispensa, ao menos na juventude. Mas que tênis comprar? De qual marca? De que tipo? “Pronador, neutro ou supinador?”, perguntou-me o vendedor na loja de material esportivo. Como não fazia a menor idéia do que era aquilo, decidi pedir ajuda a um técnico. E um técnico não sai por menos de 150 reais por mês, se for do padrão Cuca, ou de 300 reais para cima, se for um Felipão das pistas. O personal trainer foi o começo da minha glória atlética. E da minha ruína financeira. Um técnico competente jamais deixará você começar a correr sem um exame de VO2 máximo, que custa cerca de 100 reais. Depois, vem a consulta com o ortopedista, pois você pode ter uma fratura de estresse ou uma pisada defeituosa, coisas que poderão ter que ser tratadas, não sem um exame de cintilografia, com atividades fisioterápicas. Ortopedista, 350 reais. Cintilografia, 750 reais. Fisioterapia, 150 reais por sessão. Após a liberação do ortopedista, um nutricionista de 250 reais por consulta pedirá uma série de exames clínicos, como creatinina, fosfocreatinina, ácido lático e taxa de hemoglobina. Se o seu plano de saúde não cobrir, diga adeus a mais uns 850 reais. Cumprido todo esse caríssimo ritual, semelhante à preparação para uma cirurgia de alto risco, chega finalmente a hora de correr. A hora, portanto, do famigerado tênis. Um bem mixuruca custa 250 reais, mas o seu técnico vai dizer que se você quiser poupar as articulações, em vez de gastar uma fortuna em sessões de fisioterapia, precisa comprar um importado, com bom sistema de amortecimento, que sai por 500 reais em dez vezes no cartão. Se você for um cara descolado como eu, não resistirá aos modelos que permitem transmitir arquivos MP3 para um headphone sem fio. Eu simplesmente não consigo correr sem ouvir a trilha de Chariots of Fire ou uma daquelas músicas de academia: “You’ve got to pump it up, don’t you know pump it up!” O máximo! Tênis com MP3, 1 mil reais; headphone sem fio, 300 reais. Nesse dia, pela primeira vez na vida, entrei no cheque especial. A segunda vez foi quando segui outra máxima dos técnicos: não dá para ter só um par de tênis, pois a borracha da sola de um calçado de corrida leva 48 horas para se recuperar após um treino. Eu só preciso de 24 horas de repouso, mas o meu tênis precisa de 48. Ossos do ofício. Mais 500 reais. Não dá para correr pelado. Não em logradouros públicos. Em casa, na esteira (3 500 reais a com os apetrechos mínimos), até aprecio correr nu, embora isso não venha ao caso. Para correr vestido, é preciso comprar short e camiseta. Com sistema de refrigeração dry fit ou climacool, óbvio. Nada de reter o suor no corpo. Reduz o nível de potássio no organismo, garante o técnico. A camiseta, 150 reais e o short, 90. Só que como ninguém treina todo dia sem ter uns três pares desses aparatos, multiplique as quantias. E não dispense o short térmico, para usar por baixo do short e não assar a virilha: 100 reais. Em treinos longos, o roçar da camiseta empapada com os mamilos pode causar sangramento. Faz-se necessário um tubo de vaselina (20 reais), para lubrificar a região sensível. Obviamente, é suicídio correr sem um freqüencímetro, modelo Polar. Um Polar com recursos intermediários não sai por menos de 500 reais. Mas aquele que compra um freqüencímetro que diz a quantas anda o coração bem que pode comprar um relógio com função de medição de distância (1 mil reais), que registra o quanto você correu. Ou ainda um relógio finlandês Suunto com GPS (2 mil reais), que não apenas marca o quanto você correu, mas dá a sua posição exata na superfície do globo, para que você jamais se perca. Comprei este último e, ao sair da loja, passei na financeira para assinar um papagaio. Ninguém investe em tantas engenhocas para ficar correndo bestamente, sem objetivo. É preciso participar de provas! A inscrição em uma prova custa 50 reais. Fora outras dez ou quinze pratas de estacionamento – a menos que você pretenda sair cavalgando de casa. Essas são as provas tradicionais. Se você for um corredor fashion, não resistirá a participar de coisas como a Fashion Run (não adianta: brasileiro acha que para ser sofisticado tem que ser em inglês), do Shopping Iguatemi, em São Paulo. A inscrição custa a bagatela de 150 reais. Mas e o conforto? Café da manhã com cozinha biodinâmica e alimentos orgânicos oferecidos pelo Clube Chocolate, valet parking, camiseta da prova em tecido de alta performance, tenda VIP com lounge e DJ, presença confirmada de celebridades e muito mais. Tenho quase certeza de ter visto a Ana Maria Braga correndo com um short de vison. De prova em prova, fui à segunda financeira pegar um empréstimo para pagar os juros da primeira, ao cunhado e ao agiota. A situação ficou tão complicada que na última semana do mês passei a me alimentar com sachês de carboidratos, daqueles que usamos para repor as energias nas provas longas. Quando os sachês acabam, fico mascando a minha pulseirinha amarela com a inscrição Live strong. O processo todo me ajudou a perder peso, o que me permitiu baixar meus tempos. Não há de ser nada. Mês que vem eu largo o emprego para virar técnico. Padrão Cuca, para começar. Isso se antes eu não acabar como o grego Feidípedes, que em 490 a.C. correu os 42 quilômetros entre Maratona e Atenas, balbuciou “Vencemos!” e em seguida bateu as botas. Corro muito bem, mas não sei se mais rápido do que as taxas de juros do cheque especial.


REVISTA PIAUÍ


Um abraço

Luis Augusto

Bike

Depois de um longo período, essa semana resolvi pedalar um pouco. Saí dois dias, sendo que hoje percorri 20 km com várias subidas e descidas. Fiquei aqui perto de casa mesmo e apesar do passeio ter durado cerca de 3 horas pedalei só 1h 35' . Isso porque parei várias vezes para conversar, ficar olhando a mata, algumas aves, e para tomar água. Mas foi gostoso, exercitei as pernas, peguei subidas fortes e percebo que a academia tem me dado grandes benefícios para outras atividades. Para a próxima semana estou me programando para me exercitar de segunda a sábado, sem falhas. Vamos ver se as férias deixam.......


Um abraço


Luis Augusto

sábado, 5 de julho de 2008

Corrida de Santo Onofre



O evento surgiu através de uma confraternização entre amigos no final do ano de 1999, e se popularizou, em 2000, como sátira da corrida de São Silvestre. Seu sucesso foi tão grande que logo no ano seguinte atingiu a marca de 500 “atletas” participantes e cerca de 10 mil expectadores num percurso de 1,5 km. Realizado pelo 7º ano consecutivo, sempre no último final de semana do calendário anual, a CORRIDA DE SANTO ONOFRE vêm conquistando inúmeros participantes que buscam momentos de alegria, descontração e "superação de limites", além é claro, de reunir amigos, familiares, turistas, veranistas e munícipes em geral, em uma festa única e inesquecível!
O percurso tem a distância de 3 km entre ida e volta. Antes do inicio da corrida o competidor deverá tomar uma lata de cerveja por inteiro e entrega-la ao chefe de setor, este por sua vez fará uma marcação afirmando que o competidor não infringiu as regras da corrida. É dado o início da prova, cada competidor deverá correr o mais rápido possível até o próximo posto passando pelo funil e entrando na zona de abastecimento, e assim sucessivamente. São sete (07) postos de reabastecimento para homens e quatro (04) postos para mulheres. Sairá vencedor aquele que chegar em primeiro lugar com todas as marcações necessárias em sua camiseta (08 no total). A corrida tem duração de 1 hora, contada a partir de sua largada. O conteúdo da lata de cerveja deve ser tomada por inteiro , sem desperdício. Logo a lata vazia deve ser entregue ao fiscal, que por sua vez, fará uma marcação específica do posto referente. Não é permitido jogar fora, babar, gorfar, cuspir e similares.



Quem vai encarar ???

Um abraço

Luis Augusto

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Centro Histórico


Apesar de faltar mais de um mês para a prova, as inscrições já estão abertas e devem acabar com uma certa rapidez. É uma prova bacana, muita gente gosta. Porém é travada pelo percurso e pela dimensão das vias em relação ao número de participantes. Já ví essa prova mudar de percurso e de distância. Não me lembro se 9 km foi a distância do ano passado. No ano passado fui para montar a tenda e não corri. Esse ano estou querendo correr, apesar que estou a procura de uma prova de 10 km "fácil" para tentar abaixar meu tempo que consegui fazer nos Bombeiros.


Bom, quem quiser correr é bom "correr" para se inscrever.


Um abraço

Luis Augusto

terça-feira, 1 de julho de 2008

Nike 10 km Human Race


O site é muito legal, mas correr com 25 mil pessoas ao redor não dá pra correr.........

Férias


Com as férias se iniciando eu sempre acabo tendo mais dificuldade para treinar. Com exceção de janeiro passado que estava determinado a perder peso, normalmente não consigo treinar direito durante as ferias. É a falta do horário apertado. Quando estou trabalhando o horário apertado me faz aproveitá-lo melhor. Agora com o tempo sobrando, a ociosidade em alta, o treino vai ficando pra mais tarde, mais tarde e pronto.....já era. Vamos ver, hoje rodei 9 km com muita subida em sofridos 51'. Só não foi uma vegonha porque realmente tinha bastante subida. Amanhã vou a academia cedo, quinta corro, sexta academia e no final de semana depois eu resolvo.


Um abraço

Luis Augusto

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Corpore - Bombeiros


Ontem foi meu aniversário e para comemorar fui na Corrida dos Bombeiros. Não corrria essa prova já há algum tempo. Fui de carona com a família Porto e chegamos lá perto das 7 horas. Peguei o chip e fiquei procurando o Adal e a Chris, mas não os encontrei. Me preparei , concentrei-me um pouco no que pretendia fazer e fui para a largada. O dia estava muito bom, um friozinho gostoso para correr, um Sol que não chegava a incomodar.


Saí na frente, tinha em mente fazer algo em torno de 45' e achava possível pois corri na semana passada em 47'50'' com sobras. O percurso teve uma alteração e a subida mais difícil passou para o km 6 e a prova termina agora numa grande decida de quase um km. Na verdade sabia que deveria correr um pouco abaixo de 4'30'' para compensar a subida do km 6 que com certeza faria na casa dos 5'.


E aí fica aquela neura, já que enquanto corro não tenho mais nada pra fazer, fico fazendo contas. O primeiro a 4'30 , depois 4'15'' ( 8'46'') e o terceiro a 4'09'' ( 12'56'' ). Pronto, no terceiro km já tinha uma sobrinha de 34'' que eu poderia gastar na subida. Mas continuei puxando um pouco, 4'09'' de novo ( 17' 06'' ) , e 4'22'' ( 21' 28'' ) na metade da prova. Estava ótimo. Do quinto para o sexto km senti um pouco, deu aquele cansaço mas mesmo assim ainda ganhei mais 2'' , fiz a 4'28'' ( 25' 57'' ) . E veio a subida que como imaginava faria na casa dos 5'. Fiz o sétimo km em 5'06'' ( 31' 04 '') e sabia que os últimos 3 km eram sossegados. Fiz a 4'29'' ( 35' 33'' ) , 4' 30'' ( 40' 04'' ) e o derradeiro a 4' 19'' , fechando a prova em 44'23''.


Terminei a prova bem contente mas bem cansado também. Fiquei um pouco perambulando pelas tendas, me troquei e viemos embora. Dá pra abaixar o tempo um pouco ainda, mas não sei se quero treinar para isso. Mas tudo bem, estou me sentindo ótimamente bem, sem nenhum tipo de dor, acho que minha forma física atual está muito boa. Faltaram fotos, mas eu vivo esquecendo de levar a máquina........


Putz , e descobri uma coisa absurda na hora que estava aqui em casa anotando o resultado da prova. A última vez que corri 10 km abaixo de 45' foi dia 18/05 de 2003 !!!! na Praia Grande , naquele dia corri em 43'19''. De lá pra cá fiquei entre 47' , 48' a 55' . Uma lerdeza !!!!!!


Um abraço

Luis Augusto



domingo, 22 de junho de 2008

Eco Run

Bom, hoje tinha um objetivo que era de acompanhar a Rose para que ela tentasse pela primeira vez correr 10 km abaixo de 50'. Achei possível pois no final de semana passado ela já tinha feito a prova de Alphaville( 4 km ) e a da Hebraica ( 6 km ) com o pace por volta de 4'45'' por km.
No sábado fiz um treino na USP de 10 km para acertar o meu ritmo para poder ditar a prova corretamente. Fiz os 10 km em 48' 10''.
Hoje cedo a temperatura estava baixa e apesar de ter tido um sábado bastante cansativo, ter guiado muito, ter voltado para casa na madruga, acordei animado para a corrida. Peguei o Zé Carlos e a Márcia a fomos para o centro. Chegando lá encontramos a Rose e o Marcelo. A irmã da Rose não foi a prova e por isso acabei ganhando a inscrição dela ( que por sinal eu preciso pagar ). Ficamos por lá até quase o horário da largada quando tiramos os agasalhos, pegamos uma bela fila no guarda volumes e fomos para a largada.
Nos encaminhamos o mais pra frente possível. Deu a largada e eu logo tratei de iniciar num ritmo próximo de 5' o km, como eu tinha falado a Rose, iniciar entre 5' a 5'o5'' até o quinto km e depois aumentar o ritmo.
Mas na verdade saímos um pouco mais forte, fazendo os 3 primeiros km em 14'02'' , com uma "lucro" de 58''. Estava me sentindo extremamente confortável e a Rose me parecia bem, concentrada, com uma respiração ainda tranquila e com passadas fortes. Passamos no km 4 com 18'43'', um "lucro" de 1'17''. A partir daí já comecei a achar que era bem possível o sub 50' , mesmo sabendo e já tendo visto muita gente quebrar no último km ou próximo disso. Km 5 em 23'35''. A vantagem estava aumentando e a partir daí eu já tinha decidido que levaria o ritmo até o final.
O percurso não era difícil mas também não era dos mais fáceis. Idas e vindas no minhocão que não é exatamente plano e umas duas ruas longas em aclives antes do minhocão. Mas realmente a temperatura estava a nosso favor. A cada posto de água me adiantava um pouco para pegar um copo para a Rose, evitar perda de tempo e tirar sua concentração.
Do km 5 para o km 6 tivemos uma pequena queda, fizemos a 5' cravado ( 28'36''), me preocupei um pouco mas a sobra ainda estava confortável. Para ter certeza que chegaríamos dei uma forçadinha para ver a resposta da Rose e fechamos o km 7 em 4'42'' ( 33'18'') . Perguntei a ela se daria para segurar o ritmo e ela disse que sim, que estava se sentindo um pouco cansada mas que dava para seguir. A partir daí foi só alegria, km 8 a 4'52'' ( 38'10'') , km 9 a 4'54'' ( 43'04'') e o derradeiro a 4'48'', fechando a prova com 47'52''. Do km 9 até o décimo ela tirou o fone e já era nítido que apesar de estar sofrendo um pouco estava confiante na conquista , que finalmente o sub 50' tinha chegado. Na reta final ela ainda acelerou um pouco , eu deixei que ela ficasse uns passos a minha frente para curtir a vitória.
A organização da prova foi nota 10, a camiseta, o local da dispersãso, a camiseta, tudo muito bom. Uma corrida que acho que não chegou a 3 mil pessoas. Nos encontramos no final com a Marcia , o Zé Carlos e o Marcelo, que também gostaram da prova e parabenizaram a Rose pelo excelente tempo de prova. Por lá estavam também o Léo, a Patricia e o Carlos.
Resumindo, a Rose ficou em segundo lugar na categoria e acho que sexto lugar no geral. Agora ela "tá que tá se achando" , MERECIDAMENTE !!!! Parabéns Rose !!!!!
Um abraço
Luis Augusto

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Rotina de treinos

Nas últimas semanas tenho "treinado" com regularidade, mas a corrida em sí tem sido com um volume muito pequeno. Terça e quinta vou a academia, sem falhar, e aos sáabdos tenho trabalhado e não tenho feito nada. Corro as quartas, as vezes na sexta e no domingo. No máximo 10 km. O vilume semanal está ridículo, tenho que aumentar um pouco isso, talvez começe a correr pelo menos 6 km na segunda.
Apesar disso, tenho me sentido muito bem, estou com o peso que me agrada, sem dores nem lesões. O futebol de terça foi para o espaço.........
Um abraço
Luis Augusto

domingo, 15 de junho de 2008

Alphaville - Segunda Etapa

Errei. Saí acima dos meus limites e eapesar de ser uma prova de apenas 4 km paguei o preço no final. Na primeira etapa tinha fetito 17'02'' com o problema nas costa e sem treinar. Agora cheguei lá achando que faria 16' baixo e me dei mal. Saí a milhão, sem aquecer, logo perto da fita pois o chip ( a única falha da org ) não tem se mostrado eficiente, cruzei o primeiro km a 3'35''. O segundo a 4' 14' o terceiro a 4'18'' e paguei caro no último, 4'51'' com muita dor e sofrimeto, resumindo, fechei a 17'01''.
Fora a performance decepcionante, a camiseta é muito bonita e a medalha enorme, muito legal. Essa org está dando de 10 a zero na Corpore.
Um abraço
Luis Augusto

domingo, 1 de junho de 2008

Maresias

O revezamento Bertioga - Maresias é muito legal !!! São 75 km de muita beleza natural, trechos realmente muito bonitos, alternando praia, ruas, estrada e um pouco de trilha. Nossa equipe chegou em Bertioga faltando 10' para a largada. Eu como fui o último a correr pensei em não ir para a largada mas valeu muito a pena acompanhar toda a prova. Nossa equipe não tinha compromisso com o tempo, o negócio era se divertir e concluir a prova sem problemas. E fomos indo, encontrando pessoas conhecidas pelos postos de troca, conversando , incentivando a todos, etc.
Em nossa equipe havia dois integrantes que estavam debutando em corridas. O meu trecho era o mais difícil, a serra de Boiçucanga e depois a serra de Maresias, bem difícil mesmo. Fiquei na expectativa a manhã toda, pois quando passei de carro na serra na noite de sexta feira fiquei um pouco assustado com o que ví, mas ao mesmo tempo motivado ao desafio de correr aquela piramba. Iniciei minha parte perto das duas da tarde e venci a primeira serrinha sem problemas, atravessei a praia de Boiçucanga e aí então veio o morro, acho que 4 ou 5 km de muita subida, sem interrupção, muito íngreme. Fui na mesma batida, sem aumentar nem diminuir meu ritmo, ultrapassando vários corredores. E fui passando, passando, e fui ficando cada vez mais animado e feliz com meu desempenho. Meu colegas de equipe passaram por mim várias vezes me incentivando e dizendo maravilhas sobre minha performance até então. Na descida não brequei muito não, desci os 3 ou 4 km bem rápido, sem medo de me machucar e entrei na reta e na praia a milhão. Conclui meu percurso que a princípio tinha 10,6 km em 55' , um tempo muito bom devido as dificuldades do percurso. Conclui a prova super contente, peguei as medalhas e fiz questão de coroar meus companheiros, que também não me pouparam de elogios pelo último trecho. A temperatura ajudou, estava meio friozinho, sem chuva. Uma prova que realmente vale muito a pena participar.
Noss equipe terminou a prova em 6h 44' , 13o na categoria.
Um abraço
Luis Augusto


domingo, 25 de maio de 2008

Corpore 25 km

Fui para a corrida de hoje com a meta de correr meus 12,5 km abaixo de 60'. Porém, devido aos meus problemas nas costas e a falta de treino sabia que não seria fácil.
Cheguei um pouco antes das 7 horas, estacionei com tranquilidade e fui pegar o chip. Fiquei por lá esperando a Rose que era minha parceira, encontrei o Adal e a Cris , e o tempo foi passando , passando e nada da Rose. Estranhei pois sei que ela não perde uma corrida por nada.......
Chegou o horário da largada e nada dela aparecer. Escutei a largada e resolvi me encaminhar para iniciar a corrida. Larguei por último, pela primeira vez saí atrasado para uma prova. mas não foi ruim, primeiro porque você numa situação dessas só ultrapassa e depois acaba sendo motivador a cada retorno que você olha para trás, dá para ter uma boa noção de como você é mais rápido que a maioria....hehehe
O ruim é que sabia que para concluir os 12,5 km em menos de uma hora tinha que correr em torno de 4'45'' o km e devido ao "trânsito" fiz o primeiero km a 5'05'' e o segundo a 5'10''. Do terceiro em diante imprimi um ritmo entre 4'30'' e 4'40'' o que foi me obrigando a fazer contas a prova toda para saber se daria para cumprir minha meta inicial.
E deu, fiquei nessa balada até o final, com bastante esforço é verdade, mas fechei a prova com 58'50'' líquido , um ritmo médio de 4'42'' o km.
A camiseta é linda e a medalha é mais ou menos. O que valeu mesmo foi aquela canseira gostosa pós prova, quando conseguimos atingir nossos objetivos. Amanhã talvez eu tenha um pouco de dor nas pernas mas não tem problema. Foi um bom treino para a prova de Maresias no próximo sábado.
Um abraço
Luis Augusto

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Futebol X Saúde

Normalmente dizemos e escutamos que correr grandes distâncias e maratonas não fazem bem a saúde. Eu mesmo já ganhei algumas dores e desconfortos em treinos longos e maratonas. Mas nada como as últimas dores que adquiri jogando bola. Voltei a jogar há seis semanas e de lá pra cá, só problemas.
Quando começei a correr e joagava futsal tive um problema no joelho, e o dianóstico de um médico esportivo me garantiu que eu não poderia correr mais do 10 ou 15 km. Ao invés disso, parei de jogar bola e começei a correr muito. Fiquei muitos anos sem nenhuma dor, que só retornou em 2003, três semanas antes da Maratona de Blumenau. Corri com dor mesmo e bati meu recorde pessoal. Depois dessa prova fiquei dois meses parado. Nunca soube exatamente o que tive, mesmo tendo feito tudo quanto é exame. Depois disso só tive uma fascite plantar no início desse ano que curei rapidamente.
Voltando aos dias de hoje, tive fortes dores na coluna 4 semanas atrás que passaram com relaxantes e descanso. Era só um problema muscular. Ontem saí do campo já com dores e no meio da noite tive que ir para o PS. Não estava conseguindo nem mexer os braços. Depois de examinado e radiografado, não há nada de errado em termos ósseos, de novo, um problema muscular, entorse na coluna. Nunca senti dor semelhante. Passei o dia com muita dor e sem posição para sentar ou deitar. Bom, não dá para continuar assim , conviver com uma dor que me impede de ir trabalhar no dia seguinte dadiversão. Uma pena, mas acho que vou abandonar o campo e principalmente o social que o futebol estava me trazendo. estava jogando com uma turma que conheço desde o colegial , portanto , algo em torno de 25 anos de convivência.
Tenho três provas programadas nas próximas 4 semanas, vamos ver quanto tempo vou ficar de molho.
No meu caso, é evidente que correr maratonas é menos prejudicial do que um futebolzinho de terça-feira a noite.
Um abraço
Luis Augusto

domingo, 27 de abril de 2008

Alphaville Running

Ontem foi a primeira etapa do circuito. Estava inscrito na prova de 4 km ( havia a opção de 8 km ) e mesmo ainda sob cuidados em função das costas resolvi correr. Inicialmente , há duas semanas atrás quando pretendia treinar queria correr em torno de 4'10'' o km, fechando a prova em 16' 40''. Mas cheguei lá meio que sabendo das dificuldades que teria em função da falta de treino. Cheguei as 17h, apenas meia hora antes da largada, mas sem problemas, estacionei ao lado da largada, peguei o chip e ainda deu tempo de conversar e aquecer.
A prova em sí, apesar da curta distância, não é fácil . Começou em declive de 1km e pouco, depois tivemos duas subidinhas no meio e retornamos em aclive pelo mesmo local que tínhamos passado. Completei em 17'02'' apenas um pouco a mais do planejado inicialmente. Até que fiquei satisfeito e devo estar entre os primeiros da minha faixa etária. Vou aguardar os resultados no site.
Após a prova havia frutas, água, uma bela camiseta e uma medalha diferente, bem bonita. Como já disse anteriormente é um circuito que me agrada , pelo local, pela tranquilidade e pelo número reduzido de participantes. A próxima etapa será dia 07 de Junho e com certeza estarei lá, prova com duas distâncias também, 5 km e 10 km.
Um abraço
Luis Augusto

Dores .....

De 20 dias pra cá tive problemas meio sérios. Depois de um futebolzinho amigo, minha coluna travou e mal podia sair de dentro do carro. Acabei ficando praticamente 10 dias sem fazer nenhum tipo de atividade , inclusive fui dispensado do trabalho pelo médico. Mas não é nada muito sério, pensei em hérnia ou ciático, mas o negócio parece ser muscular mesmo. Estou terminando o medicamento e já me sinto bem. Mas deu aquele frio na barriga de achar que você não vai poder "fazer mais nada".
Um abraço
Luis Augusto

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Pura Diversão

Ontem estive na USP para a princípio assistir a Meia Maratona e os 6 km. Fui também para prestigiar a Rose, que tem se esforçado bastante e está sempre animada para qualquer prova.
Marquei com o Fernando e o Emmanuel de nos encontrarmos na tenda da SLW. Cheguei lá super cedo, afinal é uma das coisas que mais gosto, madrugar para ir para qualquer corrida. Fiquei passeando, encontrei o Luiz Bernabeu, conversamos um pouco, a Lilian, o Chulim, etc. Fui para a tenda e fiquei por lá até o Emmanuel chegar. Lógico que o Fernando chegou em cima da hora. Aí eu já tinha resolvido dar uma "corridinha" . Encontrei a Lilian e fomos os 4 para a largada. Ouvimos o sinal da largada e ainda estávamos entrando na avenida, mas tudo bem ninguém tava muito preocupado com nada, só em se divertir. Quando passamos pelo pórtico começamos a correr, num ritmo bem tranquilo, conversando, dando risada, falando besteiras, etc. E assim ficamos até o km 4 , quando a Lilian e o Emmanuel aumentaram o ritmo das passadas. Dava para acompanahr tranquilamente mas o Fernando foi ficando meio para trás e acabei ficando com ele. Terminanndo a prova fui para achegada da Meia Maratona. Fiquei impressionado com a magreza da queniana vencedora, nem o Abdo que adoro osso pegava......
No maculino também deu Quenia e depois vieram os Brasileiros. Voltei para a tenda, encontrei os dois ( Fernando e Emmanuel ) a Rose e o Marcelo. Nos despedimos e fomos para a padaria tomar café. Ainda eram 9 horas, tem coisa melhor do que isso para começar um domingo ???
Um abraço
Luis Augusto

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Circuito das Estações

Bom, eu que estava inscrito e tudo para a prova mas tive uma indisposição na noite de sexta para sábado e aí no sábado não consegui comer nada. Resultado, fiquei super fraco e acabei não correndo no domingo.
Mas fui até lá para assistir e acompanhar meus alunos. Todos gostaram muito, foi tudo fácil e tranquilo, gostaram do percurso, da camiseta, enfim, saíram bastante satisfeitos.
Eu também gostei do que ví. Sem muvuca.
Um abraço
Luis Augusto

sábado, 5 de abril de 2008

Superatletas

Peguei no fórum do Pestana e achei muito interessante:

SUPERATLETAS: UMA NOVA DOENÇA
Assisti há pouco tempo uma reportagem no canal SporTV, era sobre super-atletas e o tema da reportagem era o seguinte: Superatletas, superação ou loucura? Fiquei muito impressionado com os relatos que vi e com o que pude conhecer por meio da reportagem com vários superatletas brasileiros. Cada um com sua história, seus dramas e sua luta incessante em alcançar metas.
Uma história me tocou de forma especial, tratou-se de um brasileiro de com, aproximadamente, 45 anos, superatleta muito bem preparado. Ele estava participando de uma ultramaratona no Vale da Morte. Para quem não conhece, é uma região desértica, na Califórnia – EUA, onde a temperatura está entre as mais altas do planeta e o índice de chuvas é quase zero. Era uma corrida de 140 quilômetros. Ele começou bem a prova e junto a ele, na rodovia, sua família seguia em um veículo climatizado, fornecendo hidratação e alimentos para o superatleta, além do suporte que necessitava para terminar a prova. Após várias horas correndo com um sol inclemente, ele continuava forte e bem animado, quando sua família, que seguia no veículo, começou a passar mal. Um dos ocupantes estava com uma emergência médica e precisava ser levado para o hospital imediatamente. Então, surge o grande dilema: parar ou não a corrida?
"No ano passado, um atleta europeu, esloveno, com mais de 50 anos, nadador experiente, principalmente em rios, encarou o Amazonas, da nascente, localizada no Peru, até seus limites, em Belém, onde o rio deságua no oceano Atlântico"
Depois do episódio angustiante e sob forte estresse o superatleta decidiu parar a prova e seguir com sua família para o hospital. Ele não conseguia esconder a decepção. Ficou arrasado e deprimido por ter desistido da prova. Meses se passaram, mas ele chora ao lembrar que não pode terminar a prova. Mal comenta a emergência médica de sua família, sentindo-se derrotado e punindo-se com a lembrança do abandono da prova.
No ano passado, um atleta europeu, esloveno, com mais de 50 anos, nadador experiente, principalmente em rios, encarou o Amazonas, da nascente, localizada no Peru, até seus limites, em Belém, onde o rio deságua no oceano Atlântico. Nadou uma distância de, aproximadamente, 5.000 km, em períodos de 13 a 15 horas por dia. Ao terminar a prova, estava tão enfraquecido que foi hospitalizado, com queimaduras na pele, desidratação, insuficiência renal, desnutrido e em surto psicótico.
“Convulsões durante as provas, cefaléias, acidente vascular cerebral são algumas das complicações médicas possíveis em superatletas”
Dois brasileiros participaram de uma prova ciclística atravessando os Estados Unidos em 13 dias e chegaram praticamente mortos. A prova é de 5000 km e o recordista terminou em 8 dias.
O conhecido comentarista e preparador físico Lauter Nogueira dá suporte a um superatleta brasileiro. Um senhor muito humilde de 53 anos. Durante as provas ele come sanduíches. Foi desagradável ver o Lauter Nogueira dar mistos-quentes para o atleta, que os ingeria com uma ou duas mastigadas. Este atleta realiza treinamentos diários “normais” de 8 ou 9 horas. Já participou de provas com o braço quebrado, nadando com um braço só. Recentemente participou do deca-triatlon.

Quem são os superatletas? Como podemos identificá-los?
Definirei, em linhas gerais, e espero que no futuro outros autores possam melhorar minha sinopse.
1 – São atletas que treinam três ou mais horas, por dia, todos os dias da semana. Não fazem pausas e nem tiram férias dos exercícios.
2 – Nos finais de semana, em treinamento normal, fazem longos de 6 horas, podendo chegar em 8 ou 9 horas diárias.
3 – Participam de provas com duração que ultrapassa 12 horas. Alguns participam de provas que duram dias.
4 – Não conseguem fazer uma pausa de 7 ou 10 dias, sem praticar esportes.
5 – Usam o trabalho apenas como meio para manter o esporte que pratica. Se pudessem, seriam profissionais do esporte.
6 – Usam a família ou amigos como o time de apoio. Negligenciam momentos familiares, contatos sociais e viagens que não sejam para o esporte.
7 – Vivem dedicados 24 horas para o esporte. Praticam exercício por muitas horas, alimentam-se e dormem. Todo o resto deixa de ser importante.
8 – Pensam obsessivamente nas provas, nos treinos a serem realizados compulsivamente e sempre ficam relembrando planilhas, tempos realizados e estratégias para provas cada vez mais difíceis.
Como surgem os superatletas?
Normalmente, são homens de mais de 35 anos, a maioria com mais de 40, que foram sedentários por alguns anos e iniciaram a prática de exercícios para manter a forma e perder peso. Então, começam a correr e logo querem participar de provas. Iniciam com provas de 5 ou 10 km e logo correm a São Silvestre. Depois de um certo tempo, vêm as maratonas. Alguns, não satisfeitos com as maratonas, começam a preparação para as provas de 70 ou 80 km. A próxima meta é 100 km, que representa um número mágico e fascina os superatletas. Depois vem todo o resto: ultramaratonas de até 300 km. Provas de ciclismo de 5.000 km, travessias de natação de 20 ou 30 km, entre outras.
Quais são as complicações médicas possíveis em um superatleta?
A – Sistema nervoso central: convulsões durante as provas, cefaléias, acidente vascular cerebral, sintomas psiquiátricos como transtorno obsessivo-compulsivo, surtos psicóticos podem ocorrer em provas muito longas, depressão e mal-humor em períodos de pausa do treinamento ou convalescença de lesões.
B – Aparelho cardiovascular: taquiarritmias como fibrilação atrial, parada cardio-respiratória, picos de hipertensão arterial. Falência miocárdica aguda e necrose tecidual por infarto agudo do miocárdio.
C – Metabolismo: desidratação grave, hiponatremia (sódio), hipotassemia (potássio), hipocalcemia (cálcio), hipomagnesemia (magnésio) e hipoglicemia severa. Não se hidratam adequadamente durante as provas por sentirem dores gástricas e por detestarem fazer pausas para urinar, que acham perda de tempo.
D – Aparelho locomotor: lesões musculares são bastante comuns, fascites plantares são extremamente comuns, lesões de tendões como tendinites e ruptura tendínea, fraturas de estresse em 69 % ocorrem em corredores de endurance, hérnias de disco lombares e cervicais são desenvolvidas pelos corredores de endurance, lesões de articulação do tornozelo, joelho e do quadril são bastante comuns e incapacitam os superatletas a continuarem sua prática. Joelhos, com lesões de ligamentos e de cartilagem, são bastante afetados.
E – Doenças associadas ao esforço físico dos superatletas: insuficiência renal aguda, por causa pré-renal devido à desidratação e também por eventual liberação de mioglobinas por micro-lesão muscular disseminada, esta como uma causa no parênquima renal. A mioglobina, proteínas das fibras musculares, é altamente tóxica para os rins e pode ser muito grave uma insuficiência renal com mioglobinúria. Pode levar a falência renal, necessitando de diálise renal e podendo mesmo ser necessário transplante renal. Gastrite aguda e úlceras gastro-duodenais hemorrágicas podem ser desencadeadas por exercício fatigante. Baixa imunidade, favorecendo infecções oportunistas como viroses, doenças por fungos e mesmo por bactérias bastante resistentes. Anemia também é comum.
O que motiva os superatletas?
São pessoas comuns e que nunca foram esportistas profissionais. Quando começam a participar de provas cada vez mais longas, eles se transformam em “mini-celebridades”. Tornam-se heróis para si próprios e para suas famílias. Seus filhos os estimulam e, na escola, contam que o pai correu 140 km. As esposas por verem os maridos longe do sedentarismo e das farras, apóiam os cônjuges nos treinamentos e provas. No escritório, viram super-homens, Clarks Kents que usam o trabalho para manter o esporte. Os superatletas, que passaram quase a vida toda na obscuridade, de repente, se tornam reconhecidos e recebem elogios e apoio. Para ganhar cada vez mais notoriedade, sempre querem fazer provas cada vez mais longas. Maratona no Pólo Sul, 300 km no Saara, atravessar o Canal da Mancha, atravessar os Estados Unidos em uma bicicleta. A obsessão não tem fim.
Se sentem onipotentes e sempre querem novos desafios ou participar de provas mais longas ou repetir as provas em tempos menores. No fundo, eles sabem que não são esportistas competitivos. Nem entre os masters, a nível regional ou nacional teriam chance de boa classificação. O seu principal objetivo é concluir as provas. Para um superatleta, desistir no meio da prova é a pior coisa que pode acontecer. Sentimento de derrota e falta de capacidade. Derrota para eles é parar ou desistir, melhor seria morrer correndo.
Como conseguem gastar enormes quantidades de calorias, podem comer muito. De 5.000 até 7.000 calorias por dia, sem engordar. Então, tornam-se glutões crônicos. Quando fazem uma pausa dos exercícios, não ficam à vontade, porque continuam a comer muito e assim acham que vão engordar e perder a forma física. Correm, nadam e pedalam muito, mas comem muito e sentem prazer por isso. Aqui, podemos dizer que são hedonistas.
Existem graus variados de vigorexia (dependência ao exercício). Preocupam-se excessivamente com seu corpo. Sempre acham que podem melhorar mais, e ficar com o corpo mais bonito, caso façam mais exercícios ou pratiquem modalidades diferentes como a musculação, por exemplo. São bastante autocríticos e apresentam comportamento narcisista.
Como médico neurologista e psiquiatra, vejo essa forma de praticar exercícios como uma doença. Assim como viciados em sexo ou jogos, os superatletas ficam viciados pela sensação inebriante dos neurotransmissores serotonina, dopamina e noradrenalina, liberados pela prática de muitas horas de esporte. Eles se autoflagelam e se torturam em busca de objetivos que não levam a nenhuma glória. Expõem-se a riscos absurdos apenas para terem um corpo bonito, notoriedade e pelo vício do prazer causado pela busca da euforia. Ficam deprimidos e mal-humorados quando param alguns dias apenas. Negligenciam a vida pessoal, familiar e social, para poderem praticar abusivamente seus esportes.
Na minha opnião, a doença dos superatletas é algo que ainda deva ser bastante estudada. Ainda não foi reconhecida como doença pelas entidades médicas. Hoje existem 55 mil superatletas aproximadamente, no mundo. Este número vem aumentando a cada ano.
Faço um apelo a professores de educação física e preparadores físicos para que não dêem apoio e suporte aos exageros. Pelo contrário, que as desencorajem para tal prática que, além de levar a flagelação e degradação, é uma possível doença clínica, portanto bastante prejudicial à saúde desses esportistas.

Dr. Paulo Vicente de Almeida Médico Neurologista e Psiquiatra
paulovicentecma@uol.com.br

segunda-feira, 31 de março de 2008

Circuito das Estações


No próximo domingo, dia 06/04 participarei da primeira prova do Circuito das Estações. Corri essa prova no primeiro ano que ocorreu, acho que foi em 2006, inclusive essa mesma etapa.

A prova é bem organizada, a camiseta de boa qualidade, limite de 4000 inscritos ( quando corri eram 2500), mas vai ser bom, vou acompanhado com amigos do condomínio, acho que vamos nos divertir. A única coisa chata é esse negócio de retirar kit antes lá na casa do chapéu.


Um abraço

Luis Augusto


domingo, 30 de março de 2008

Alphaville Running


Não sou garoto propaganda do circuito mas estou apostando que será bem sucedido. Diferentemente da Corpore, pouca gente, ( em 2007 nenhuma prova teve mais do 1000 corredores) , estacionamento tranquilo, banheiros sem filas, medalhas diferentes, camiseta de boa qualidade e o melhor, percursos diferentes, longe da USP, 23 de Maio, Ibirapuera, etc.




Um abraço

Luis Augusto

quinta-feira, 13 de março de 2008

Que vontade que dá ...





Olhem essas imagens, não dá vontade de sair correndo ???






Um abraço
Luis Augusto


terça-feira, 11 de março de 2008

Circuito Vênus

Estive na prova domingo passado e gostei bastante. A prova estava bem organizada, com um pecurso diferente, quem correu 5 km correu praticamente dentro do Jóquei, quem correu os 10 km correu 5km dentro e 5km fora.
O atraso de 8 minutos é completamente compreensível, tratando-se de uma prova feminina ....rsrsrs .
A única dificuldade foi para estacionar os carros, já que o estacionamento do Jóquei estava fechado pois fazia parte do percurso, e as ruas próximas me pareceram insuficientes para tantos carros.
Fiquei na passagem do km 7 e do km 9 , e percebi que com exceção das 4 ou 5 primeiras colocadas ( sendo que a primeira tinha uma larga vantagem sobre a segunda, e a segunda uma enorme vantagem sobre a terceira ) as mulheres que participaram da prova correram mais se divertindo do que competindo. O que eu acho totalmente válido e prazeroso.
Quanto ao pingente de cristal , houve muita controvérsia, muitas adoraram e muitas odiaram.
Um abraço
Luis Augusto

domingo, 2 de março de 2008

Abertura Corpore

Hoje o Circuito Corpore 2008 começou mostrando que vai estar lotado, muito prestigiado pelo público , com novos patrocinadores, mas também já mostrou falhas.


Montei a tenda ontem e hoje as 5:30h estava lá para terminar de arrumar as coisas. O dia que estava clarendo mostrava que seria quente e o Sol já reluzia seus primeiros raios, avisando aos menos preparados que não os perdoaria durante as provas que iriam acontecer em pouco mais de duas horas.

Lá pelas 6 e pouco dei uma volta pelas tendas , encontrei algumas pessoas conhecidas , entre elas o Chulim, que está voltando de uma cirurgia no joelho, a Lilan, o Luis que não falava há bastante tempo, etc.

Meus alunos chegaram a partir das 7:30h, quando fiquei sabendo que apenas o portão da entrada principal da USP estava aberto, ou seja, muita gente parando o carro lá na marginal e arrredores pois não conseguiam chegar perto da USP. Não é possível realizar um evento com mais de 15 mil pessoas e ter apenas um único acesso. Falha imperdoável.

Nisso o "clima" da corrida já estava do jeito que qualquer corredor gosta, muvuca, música, gente bonita, muito blá, blá, bla, etc. O pessoal da corrida dos 12 km largou as 8 horas e dos 5 km as 8:30h. Nas duas provas, muita, muita gente, o que desagradou também muuuuuita gente. A corpore precisa rever essa questão, eu não diria que vai perder inscrições , mas vai estar oferecendo um produto menos elogiado e mais problemático. Meus alunos mesmo mostraram grande insatisfação com a dificuldade de correr devido a número excessivo de participantes.

A minha prova em sí foi muito boa, larguei preocupado em não perder muito tempo no primeiro km, fui costurando um pouco para achar o "meu espaço" e lá pelo km 2 já dava para correr melhor. Corri forte até o segundo km, dei uma diminuida no terceiro, e nos dois últimos me esforçei um pouco mais. Tinha intenção de correr abaixo de 5' o km, mas já no segundo km percebi que dava para fazer bem melhor que isso. Não corri olhando muito para os lados nem para ninguém, me concentrei bastante no relógio e no que era possível ser feito, considerando que não realizei treinos de velocidade, mas sendo uma prova curta dava para aproveitar minha perda de peso e um pouco de força a mais que adquiri na academia para fazer um bom tempo. Terminei em 21'18'' , num ritmo médio de4'15'' o km. Fiquei em 208 de 4536 no geral e em trigésimo de 312 na minha categoria.

Terminei cansado mas feliz, com as pernas ótimas, só a respiração e os batimentos cardíacos que tiveram que ser acalmados em 2 ou 3 minutos. Peguei meu kit e fui para a tenda esperar o pessoal. Os corredores dos 12 km já estavam começando a chegar e em meia hora já tinhamos milhares de pessoas novamente na arena, nas tendas, em volta do palco e claro, todo mundo contente e falando sobre a prova. O som estava muito bom, um conjunto que tocava de tudo um pouco, com predomínio do Jota Quest.

Fiquei um pouco por lá até o pessoal ir embora. O Emmanuel, o Fernando e o Zé Paulo me ajudaram a desmontar tudo e colocar no carro. De lá fomos para uma padaria na Corifeu tomar um pouco de leite, afinal corredor tem que se hidratar. Cheguei em casa perto das 13 h, com meus papéis realizados. De professor e de corredor.

Foi uma manhã excelente, um dia lindo, um céu azul, um Sol que apesar de castigador para quem corre nos dá a energia que precisamos para viver diariamente, pessoas agradáveis que acordam cedo com um único objetivo. Divertir-se utilizando o próprio corpo como instrumento para isso, divertir-se com as outras pessoas, conversar , trocar informações e experiências, ou seja, tornar-se mais feliz.

Um abraço

Luís Augusto