Especialista diz que substância do doping pode causar morte
Em São Paulo*
| ESCÂNDALO NO ATLETISMO | |
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Bruno Lins Tenório foi um dos atletas pegos por exame surpresa em Presidente Prudente | |
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De Rose acrescentou que é muito improvável a revogação do resultado positivo através de uma contraprova do exame A, que detectou o hormônio sintético EPO, que estimula a produção de glóbulos vermelhos no sangue e aumenta a capacidade aeróbica. Eduardo de Rose explica que não há nenhuma chance de engano nas amostras.
"Normalmente, quando se fala em prova B, ela vai indicar o que indicou a A. No caso do EPO, dois meses depois, a urina pode se alterar e não se encontrar doping na prova B. Mas, nesse caso, considerando o laboratório que fez e que já foi solicitado outro exame, é muito difícil que a contraprova não confirme", completou Eduardo.
Segundo o médico, todos os atletas usufruiriam dos efeitos da substância. No caso de Josiane Tito (4 x 400 m) e Luciana França (400m com barreiras), o objetivo seria aumentar a capacidade aeróbica durante a competição.
Já para os velocistas Bruno Lins Tenório e Jorge Célio Sena, o EPO não traria benefícios durante a prova, que é curta e não exige capacidade aeróbica. Mas faria com que o atleta se recuperasse mais rápido e pudesse treinar com mais intensidade. Mesmo caso da heptatleta Lucimara Silvestre, que poderia suportar pesadas cargas de treinamento.






